Atlântico discute custo Brasil e reforma tributária na Jovem Pan

O programa apresentado por Denise Campos de Toledo, na Rádio Jovem Pan, teve como objetivo discutir o Custo Brasil e os entraves para ampliar os investimentos.

O economista e membro do Atlântico – Instituto de Ação Cidadã, Paulo Rabello de Castro, participou do programa Economia em Foco, apresentado por Denise Campos de Toledona Rádio Jovem Pan, em 15/01. O programa discutiu o Custo Brasil e os entraves para ampliar os investimentos. O programa também contou com a participação de Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, e Humberto Barbato, presidente executivo da ABINEE.

Paulo Rabello de Castro demonstrou grande preocupação com o ano de 2021, devido ao recrudescimento da pandemia de Covid-19. Ele acredita que ocorrerá uma sequência de más notícias, após o anúncio da saída da Ford do Brasil, aturdindo ainda mais uma população amedrontada pelas notícias de mortes e de desemprego recorde – a pandemia destruiu 12 milhões de postos de trabalho.

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O economista considera imprescindível a realização de reformas este ano. Entretanto, em razão do processo de eleição das novas lideranças da Câmara e do Senado – o qual deixará muitas marcas e uma dificuldade acentuada de aprovação de agendas complexas – as reformas não deverão ocorrer, mesmo porque o governo não possui propostas aprofundadas de reformas para defender.

Em relação à reforma tributária, a PEC 45 tem uma dificuldade adicional, por representar o segmento que quase antagoniza o governo. A PEC 45 é uma proposta muito complexa, por fazer convergir todas as alíquotas existentes para uma alíquota média, elevando os preços de bens essenciais, como alimentos e remédios.

Na opinião de Paulo Rabello de Castro, a máquina do Estado desperdiça recursos e paga centenas de bilhões de reais em serviço da dívida, sustentando um sistema financeiro que presta pouco apoio ao setor produtivo. Enquanto não houver um programa de redução das despesas públicas, não deve ocorrer avanços em relação à reforma tributária, ou a aprovação da PEC 45, que pode elevar ainda mais a carga tributária.

Rabello de Castro criticou o Congresso, que não se aprofunda e não faz cálculos dos impactos que a PEC 45 poderá ter sobre o setor produtivo e sobre a repartição da arrecadação, como o estudo elaborado por Marcos Cintra.

O Atlântico – Instituto de Ação Cidadã elaborou uma proposta de reforma tributária muito mais simplificadora, com um IVA de cinco faixas (permitindo a manutenção dos níveis de tributação atuais), e muito mais rápida de ser implementada. A unificação da alíquota pode ser alcançada em uma segunda etapa, destacou o economista.

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