Nos dias 9 e 10 de abril de 2026, as atenções do cenário político, econômico e empresarial se voltaram para o Centro de Eventos da PUCRS, na capital gaúcha, onde ocorreu a 39ª edição do Fórum da Liberdade. Reconhecido como o maior palco de debates dessa natureza na América Latina, o encontro deste ano trouxe como tema central uma provocação otimista, mas carregada de senso de urgência: “O Brasil tem jeito”.
Promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), o evento bateu recordes, reunindo cerca de 7 mil participantes. A programação intensa se dividiu em vários palcos, com a presença de mais de 70 palestrantes, entre presidenciáveis, empresários de peso e pensadores reconhecidos. O grande estímulo das discussões foi refletir sobre os entraves do país — como as crises institucionais, a insegurança jurídica e a estagnação da economia — e buscar no DNA resiliente e criativo do brasileiro as respostas para superar esse cenário.
Em pauta, a economia e os caminhos de 2026
As apresentações abordaram temas profundos e lançaram perspectivas para cenários de curto e longo prazo. Destaque para o retorno do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, aos palcos do Fórum, além da presença de nomes fundamentais do empresariado nacional, como Guilherme Benchimol (XP) e Alcione Albanesi (Amigos do Bem), que trouxeram a ótica de quem faz o Brasil produtivo acontecer.
Com 2026 sendo um ano decisivo para a escolha de novos representantes, os painéis voltados aos presidenciáveis geraram grande expectativa. Figuras como os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, o ex-ministro Aldo Rebelo e o senador Flávio Bolsonaro compartilharam diagnósticos e propostas estruturais. O evento também marcou o lançamento de projetos importantes, como o “Índice de Liberdade Educacional – América Latina”, sob chancela do economista argentino Martin Krause.
Sintonia de propósitos: a visão do Instituto Atlântico
A premissa do evento, de que afastar o país da estagnação não só é possível, como essencial, possui forte sinergia com o trabalho desenvolvido pelo Atlântico – Instituto de Ação Cidadã. Sendo uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo incentivar a participação consciente da população na vida política nacional, o Atlântico não apenas concorda com a ideia de que “O Brasil tem jeito”, mas atua ativamente para colocar essa crença em prática.
Para o instituto, resolver a equação do crescimento exige que os cidadãos compreendam as variáveis que influenciam suas vidas todos os dias. Essa postura vai ao encontro das discussões propostas no Fórum da Liberdade de Porto Alegre, focadas em exigir mais eficiência do estado, liberdades plenas e sólidas fundações macroeconômicas.
Nesse sentido, a concordância com o lema do Fórum ecoa em uma das principais iniciativas voltadas à educação socioeconômica produzida pelo próprio Atlântico: a formulação e divulgação de uma “Cartilha” de estabilização. O material, que consolida um estudo denso sobre as contas do país, foi pensado para evidenciar soluções perfeitamente viáveis na busca da estabilidade da economia e da retomada do desenvolvimento brasileiro de modo sustentado.
O entendimento defendido pelo Atlântico através de estudos como o de sua cartilha é claro. Para que a nação dê certo, o “jeitinho” do improviso deve dar lugar a processos lógicos, pragmáticos e fundamentados. Eventos do porte do Fórum da Liberdade reacendem o debate, e instituições cidadãs provam que a estrada para a prosperidade do país já está mapeada; basta assumirmos o leme da participação política.