Publicado originalmente no jornal O Estado do Ceará, em 07 julho de 2026.
Carlito Maia, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores disse certa vez: “Quando a esquerda começa a contar dinheiro, converte-se em direita”. Sem tomarmos como regra geral, podemos dizer que quando a direita deixa de contar dinheiro vira esquerda.
Essas observações mostram a importância dos aspectos monetários na formação do pensamento e das atitudes, ao longo do tempo, de boa parte da humanidade.
Estudiosos, abordaram tal comportamento à luz de princípios políticos, éticos e morais. As duas frases mencionadas, apesar de aparentemente simplórias, concentram mensagens fortes.
Lamentavelmente, nos dias atuais, a exacerbação do pragmatismo está ocupando espaço das opções ideológicas e institucionais. Acreditamos serem as manifestações pragmáticas influenciadas pelo maniqueísmo direita e esquerda, pela ânsia de poder, pela falta de solidariedade, pelo individualismo e pela ausência de sentimentos espirituais.
O Estado existe não para ser opressor, tampouco de direita ou de esquerda, mas para assegurar os princípios básicos da democracia. Precisamos nos voltar para o conhecimento das verdades essenciais, objetivando alcançar os valores éticos indicadores de um mundo social baseado nos conceitos de liberdade, de justiça e de igualdade de oportunidades.
Ademais, concordamos que um líder não se faz pela força, por instrumentos e mecanismos artificiais, mas pelo reconhecimento livre e soberano do seu povo. Forçar o surgimento de uma liderança, usando segmentos da falsa mídia e “marqueteiros” gananciosos, poderá gerar uma farsa administrativa e política.
Aqueles que assumem um cargo na vida pública pensando em fazer negócios e não trabalhar pelo povo, não são democratas, pelo contrário, são tiranos enrustidos dominados por forças da corrupção.
Por fim, não ao maniqueísmo de direita e esquerda, mas sim à defesa da democracia.
“Post scriptum: Como diz o professor Gerson Lopes Fonteles em seu livro ‘O ESTADO MÍNIMO E A CORRUPÇÃO’. A ética e a educação apresentou-se como fortes inibidores sociais no combate à corrupção!”