Verdade política

Artigo de Gonzaga Mota analisa a relação entre democracia, ética, liberdade e pragmatismo político, defendendo valores fundamentais da vida pública.
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Carlito Maia, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores disse certa vez: “Quando a esquerda começa a contar dinheiro, converte-se em direita”. Sem tomarmos como regra geral, podemos dizer que quando a direita deixa de contar dinheiro vira esquerda.

Essas observações mostram a importância dos aspectos monetários na formação do pensamento e das atitudes, ao longo do tempo, de boa parte da humanidade.

Estudiosos, abordaram tal comportamento à luz de princípios políticos, éticos e morais. As duas frases mencionadas, apesar de aparentemente simplórias, concentram mensagens fortes.

Lamentavelmente, nos dias atuais, a exacerbação do pragmatismo está ocupando espaço das opções ideológicas e institucionais. Acreditamos serem as manifestações pragmáticas influenciadas pelo maniqueísmo direita e esquerda, pela ânsia de poder, pela falta de solidariedade, pelo individualismo e pela ausência de sentimentos espirituais.

O Estado existe não para ser opressor, tampouco de direita ou de esquerda, mas para assegurar os princípios básicos da democracia. Precisamos nos voltar para o conhecimento das verdades essenciais, objetivando alcançar os valores éticos indicadores de um mundo social baseado nos conceitos de liberdade, de justiça e de igualdade de oportunidades.

Ademais, concordamos que um líder não se faz pela força, por instrumentos e mecanismos artificiais, mas pelo reconhecimento livre e soberano do seu povo. Forçar o surgimento de uma liderança, usando segmentos da falsa mídia e “marqueteiros” gananciosos, poderá gerar uma farsa administrativa e política.

Aqueles que assumem um cargo na vida pública pensando em fazer negócios e não trabalhar pelo povo, não são democratas, pelo contrário, são tiranos enrustidos dominados por forças da corrupção.

Por fim, não ao maniqueísmo de direita e esquerda, mas sim à defesa da democracia.

“Post scriptum: Como diz o professor Gerson Lopes Fonteles em seu livro ‘O ESTADO MÍNIMO E A CORRUPÇÃO’. A ética e a educação apresentou-se como fortes inibidores sociais no combate à corrupção!”

As opiniões do autor nem sempre refletem uma posicão consensual da diretoria ou conselhos do Atlantico.

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