9 de julho: quando São Paulo pegou em armas pela liberdade

Antonio Cabrera relembra a Revolução Constitucionalista de 1932 e reflete sobre a defesa da Constituição, da liberdade e dos limites ao poder.
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Há mais de 90 anos, um jovem de 20 anos, sem qualquer experiência militar, decidiu que não bastava discordar de uma ditadura — era preciso enfrentá-la.

Herbert Levy foi um dos primeiros voluntários a se apresentar nas frentes de combate da Revolução Constitucionalista de 1932.

Não pegou em armas por ambição. Pegou porque um governo havia se instalado por decreto, sem Constituição, sem Congresso, governando pela caneta e pela própria vontade.
Sua geração acreditava que a liberdade não é um presente do Estado, mas uma conquista que exige coragem.

Tive a honra de conhecê-lo. E hoje, a pergunta continua: aceitamos o poder sem limites, ou defendemos as regras que o contêm?

Basta olhar ao redor. Decisões monocráticas substituindo o debate no Congresso. Censura disfarçada de “moderação”. A liberdade que 32 conquistou com sangue está sendo corroída hoje, em silêncio, por caneta.

A luta pela liberdade nunca pertence apenas ao passado.
É a de hoje também.

As opiniões do autor nem sempre refletem uma posicão consensual da diretoria ou conselhos do Atlantico.

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