Momento econômico e político do Brasil em debate

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Paulo Rabello de Castro, economista, ex-presidente do IBGE e do BNDES e fundador do ATLÂNTICO, participou do debate “Conversando com quem faz a diferença – Brasil, e agora?” em 25 de outubro. O evento promovido pelo GCSM – Global Council of Sustainability and Marketing reuniu especialistas para discutir o momento econômico e político brasileiro, marcado pela forte polarização.

O debate mediado pela editora-chefe da revista Economy & Law, Bruna Lencioni, contou com a participação de Agostinho Turbian (presidente do GCSM), Silvio Pires de Paula (presidente da Demanda Pesquisas), Antonio Lavareda (sociólogo e cientista político do Ipespe), José Renato Nalini (jurista, magistrado, professor e escritor), Torquato Jardim (ex-ministro da Justiça), Roberto Luís Troster (doutor em economia e professor), além de Paulo Rabello, que participou de forma on-line.

Rabello destacou que, independente do escolhido na disputa presidencial, 2023 reserva um cenário muito desafiador. “Há contingências internacionais e domésticas, que obrigarão o próximo presidente e a sua equipe a encaminharem as situações com muita perspicácia e planejamento”. A escalada da Guerra na Ucrânia e o aumento dos juros estão entre os maiores desafios externos.

Do lado interno, Paulo Rabello cita o déficit primário já definido no PLOA 2023, mas que deve ser o dobro ou o triplo do orçado. Os déficits dos estados, decorrentes da redução do ICMS, serão somados ao déficit da União.

Na opinião do fundador do ATLÂNTICO, se o próximo presidente estabelecer um plano para renegociar as dívidas dos estados, ele poderá promover cortes nas dívidas de até 50%. Isto ocorreria através da substituição do indexador IGP-DI, que foi inadequadamente definido no passado. Haveria uma verdadeira repactuação federativa, abrindo espaço para a proposição e rápida aprovação de uma reforma tributária. Também seria possível a realização de um plano de aceleração de investimentos regionalizado. Como resultado, teríamos “uma mudança radical na visão de que estamos atrelados a um crescimento do PIB potencial de 1% a.a.”, completou Paulo Rabello.

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