Michel Temer defende compatibilidade entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental no LIDE MT

Ouça este artigo:
0:00
0:00

Durante participação no evento promovido pelo LIDE Mato Grosso, o ex-presidente Michel Temer defendeu a compatibilidade entre sustentabilidade ambiental e desenvolvimento econômico. Para ele, não se trata de agendas conflitantes, mas sim de esferas que podem e devem caminhar juntas. Temer destacou a importância de eliminar preconceitos que colocam meio ambiente e agronegócio em lados opostos.

O ex-presidente relembrou políticas implementadas durante seu governo que conciliaram crescimento e proteção ambiental, como a criação da maior reserva marinha do mundo entre os arquipélagos de Trindade e São Pedro e São Paulo — uma área, segundo ele, “equivalente aos territórios da Espanha e da França juntos”. Ele ressaltou também o papel das algas marinhas, que “produzem oxigênio e não consomem”, como ativo estratégico de preservação.

Crítico da visão internacional que associa o meio ambiente brasileiro unicamente à Amazônia, Temer apontou que outras regiões do país também têm avanços ambientais relevantes, ainda pouco divulgados no Brasil e no exterior. Ele defendeu que é preciso superar dicotomias ideológicas como a de que “a esquerda preserva e a direita destrói”. Segundo ele, o meio ambiente é responsabilidade de todos.

Como exemplo de cooperação institucional, Michel Temer citou a articulação entre os então ministros da Agricultura, Leandro Marques, e do Meio Ambiente, Sarney Filho, durante sua gestão. De acordo com ele, os dois se reuniam frequentemente para alinhar estratégias, evitar conflitos e manter a estabilidade administrativa. “Eles se encontravam mais de uma vez por mês para apagar faíscas antes que virassem incêndios”, relatou.

Mesmo diante das dificuldades conjunturais do país, Temer manifestou otimismo, lembrando que o Brasil já superou múltiplas crises — econômicas, políticas, sociais e morais — “sempre crescendo”. Ao abordar sua atuação como líder do PMDB na Câmara durante os anos 1990, o ex-presidente recordou sua participação nas reformas do governo Fernando Henrique Cardoso. Entre elas, destacou a adequação do conceito de “empresa de capital nacional” à lógica da globalização, e a abertura do setor de telecomunicações, que levou à democratização do acesso à telefonia.

Por fim, Michel Temer abordou o tema dos povos indígenas, defendendo que a Constituição oferece instrumentos legítimos para lidar com conflitos fundiários e demarcações. Explicou que o texto constitucional prevê, por um lado, o reconhecimento das terras indígenas existentes até 5 de outubro de 1988; e, por outro, a possibilidade de novas demarcações com a devida indenização a proprietários, conforme dispositivos da própria Carta. Segundo ele, esses caminhos devem ser seguidos com respeito às regras e à segurança jurídica.

Poder360 publica artigo de Carlos Thadeu sobre a necessidade de rever a regulamentação dos mercados financeiros

Análise aponta brechas na supervisão bancária e de fundos e propõe cooperação institucional para evitar…

Fecomercio SP reúne IASP e Atlântico em debate estratégico sobre Transparência e Equilíbrio entre os Poderes

Lideranças dos institutos defendem mudanças constitucionais para fortalecer segurança jurídica, limitar excessos institucionais e restaurar…

Descontrole e abuso com o dinheiro público. É o que o Brasil mostra com as emendas parlamentares.

Ouça este artigo:0:000:001.0xSeu navegador não suporta a reprodução de áudio.BILHÕES de reais de recursos públicos…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *