Marchinhas carnavalescas: um depoimento pessoal

Depoimento celebra a história e a irreverência das marchinhas, ícone da alma carioca hoje ofuscado, mas ainda vivo na memória popular.
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Para espantar a tristeza, seguem um artigo que escrevi há anos sobre as extintas marchinhas carnavalescas bem como o exemplar delas que compus com uma letra bem carioca. Qualquer semelhança com o bafafá no Grêmio Recreativo Desunidos do Supremo só serve para mostrar que aquele gênero musical era eterno.

Há exatos 130 anos, uma senhora moradora do Andaraí e neta de escrava, batucando no piano de onde haviam saído dezenas de polcas, valsas, mazurcas e tangos, compôs um misto de apelo ao público e grito de guerra pedindo que abrissem alas para o cordão Rosa de Ouro, que ia ganhar o carnaval daquele ano. Chiquinha Gonzaga — pois assim se chamava a corajosa mulher que foi a primeira maestrina do país — jamais poderia pensar que seu brado triunfal seria repetido até hoje a plenos pulmões nas ruas e salões da cidade — e muito menos que inaugurava um imorredouro gênero musical que é a representação mais perfeita da alma carioca.

O que surgia ali, apenas onze anos após a Lei Áurea, pela qual Chiquinha tanto batalhara, era a marchinha de carnaval, singela composição em compasso binário, melodia forte e simples, de preferência duas estrofes de versos cativantes e rima rica. Tão misteriosamente simples como um haiku, mas capaz de refletir os costumes e a história do Brasil com uma agudeza que frequentemente falta aos mais sofisticados comentaristas. E sobretudo representativa da verve do cidadão que, aliás, tem uma marchinha como hino de sua cidade relembrando os tempos em que ela era realmente cheia de encantos mil.

Não por coincidência, os anos dourados do gênero — entre as décadas de 1920 e 1960 — marcaram também o auge do rádio, como meio de comunicação de massa para fins de entretenimento, e da indústria fonográfica. Nos últimos meses de cada ano, já estava em curso uma competição desenfreada pela preferência dos foliões que, em fevereiro, cantariam as marchinhas escolhidas. Valia a mais descarada caititutagem junto aos programadores das rádios de grande audiência, assim como a presença das musiquinhas bem cotadas nos espetáculos de teatro rebolado e nas chanchadas da Atlântida. Esse mundo, então, pelo menos por alguns dias, era mesmo um pandeiro!.

Embora o gênero tenha tido alguns especialistas — dentre os quais não se pode deixar de destacar Lamartine Babo, Braguinha e José Roberto Kelly —, nenhum grande compositor, de Noel Rosa a Chico Buarque, se furtou a participar da folia, o mesmo se podendo dizer de todos os grandes cantores e cantoras. Nessa área, ficou célebre a feroz rivalidade entre Marlene e Emilinha Borba pelo título de Rainha do Rádio, que por pouco não ganhou contornos bélicos, pois a primeira era a “favorita da Aeronáutica” e a segunda a “favorita da Marinha”. E que ninguém nos ouça: Marlene interpretou lindos sambas e se apresentou por quatro meses e meio no Olympia de Paris, a convite de ninguém menos que Édith Piaf, mas, em matéria de marchinhas, Emilinha deu de dez, entre outras com sua Chiquita bacana lá da Martinica, existencialista com toda razão, e a água que lavava, lavava tudo menos a língua daquela gente.

A característica mais notável da marchinha foi sua diversidade temática num veículo de meios tão parcos. No samba, em geral com letra mais extensa e maior riqueza cromática, predominaram os lamentos de amor e visões sentimentais dos morros. Em contraste, guardando essencialmente seu jeitão insolente, a marchinha passeou por todos os assuntos sem admitir fronteiras porque esteve mais próxima do homem comum e de suas preocupações cotidianas. Isso não significa, obviamente, que o gênero não tenha cantado o amor com frequência, a começar por Carmen Miranda, em 1930, nos dizendo que “tal, eu fiz tudo pra você gostar de mim”, embora admitindo que essa história de gostar de alguém nada mais é que uma mania que as pessoas têm.

Entretanto, uma variante de sucesso remonta ao século XV e vai buscar, na Commedia dell’Arte, três personagens que passaram a desfilar ao som de um bumbo. Noel e Heitor dos Prazeres nos legaram um pierrô que chora por causa de uma colombina, figura finíssima que, ao sair assim, assim de um botequim, diz a seu apaixonado que vá tomar… sorvete com o arlequim. Já Zé Keti e Pereira Mattos, décadas depois, bem mais sóbrios e adotando o ritmo mais lento da chamada marcha-rancho, retrataram um arlequim choroso no meio do salão e um pierrô que pede desculpa à colombina para levantar sua máscara negra e lhe dar o mesmo beijo do carnaval que passou. Já Mário Reis, no longínquo 1933, foi buscar inspiração na ópera de Leoncavallo e, sugerindo que o palhaço risse muito, recomendou à colombina dividir irmanamente seu amor entre o pierrô e o arlequim. Como se vê, tinha para tudo….

Mas, quando o dia já vem raiando e alguém tem de ir embora, o amor deixa as saudades de que nos falou Carmen Costa em 1942. E essas saudades podem também exigir, como ensinou Dalva de Oliveira em seu último sucesso, que se levante a bandeira branca para pedir paz. Do amor somos levados naturalmente às mulheres, onde desponta a triste figura de Aurora, que perdeu um lindo apartamento com porteiro e elevador só por não ser suficientemente sincera!. Mas, afinal, não podia dar outra porque seus autores, Roberto Roberti e Mário Lago (que já havia chorado as saudades da Amélia em ritmo de samba com a ajuda de Ataulfo Alves), compuseram a marchinha logo numa Quarta-feira de Cinzas!. Apesar disso, e mesmo sem madame antes do nome, Aurora se deu muito bem, pois foi levada aos Estados Unidos por Carmen Miranda e lá recebeu uma versão em inglês cantada pelas Andrew Sisters, chegando ao décimo lugar no hit parade daquele país. Chega ou é demais?.

Nesse desfile não podem faltar, embora no ritmo de marcha-rancho, as pastorinhas que, segundo Braguinha e Noel Rosa, consolavam a lua ao cantarem na rua lindos versos de amor. Ou a jardineira que, na bela voz de Orlando Silva, era muito mais bonita que a camélia que morreu. E duas mulheres que também não tiveram seus nomes revelados e competiram na base da cor de seus cabelos: em 1932, Lamartine Babo celebrou a linda morena cujo olhar brilhava mais que a lua cheia, levando no ano seguinte o troco de Braguinha, que preferiu a lourinha dos olhos claros de cristal a fim de desbancar a morena como rainha do carnaval. No entanto, a origem dessa disputa sem vencedoras está numa marchinha lançada um ano antes, quando Lamartine, sempre ele, adaptou para o carnaval carioca uma composição dos irmãos Valença vinda lá do Recife. Era a inesquecível consagração daquela criatura única cujo cabelo não negava por ser mulata na cor e que obrigou a lua invejosa a fazer careta pois ela não era deste planeta!.

E aqui cabe um parêntese carrancudo. Vez por outra aparecem por aí uns trogloditas culturais que pretendem impedir que as multidões continuem, quase cem anos depois, a festejar a beleza da mulata, esse digno produto da miscigenação que faz do brasileiro um povo melhor. Em nome do politicamente correto, são eles também que querem impedir que a cabeleira do Zezé suscite dúvidas sobre sua inclinação sexual ou que se reconheça o sucesso, dentro e fora do Brasil, da Maria que de noite é João. A imprescindível luta contra a intolerância não passa por aqui: esses falsos moralistas não têm lugar no Tríduo Momesco.

Numa sociedade machista, não foi necessário celebrar tanto os homens, mas os Anjos do Inferno nos brindaram com a ideia de que, na hora do aperto, era dos carecas que as mulheres gostavam mais. Na linha contrária, seis anos antes, em 1944, Linda Batista havia dito que, no clube dos barrigudos, só havia um baile por ano e se dançava ao som de valsas lentas para piano. Pelo que se vê nas ruas e salões, nenhum desses grupos sofre hoje qualquer discriminação.

O engraçado é que outra paixão do carioca, o futebol, nunca esteve presente numa marchinha de sucesso. É certo que, na segunda metade da década de 1940, Lamartine Babo compôs, nesse ritmo, os hinos de Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, América, Bangu, Madureira, Olaria, Bonsucesso, Canto do Rio e São Cristóvão, cada qual refletindo uma peculiaridade marcante do clube. Para mim, obviamente, o mais bonito é o do Fluminense, cuja melodia, aliás, foi composta pelo maestro Lyrio Panicali (ouçam a interpretação clássica que lhe deu Arthur Moreira Lima), mas muitos preferem o do América, time de coração do autor, embora nesse caso a melodia seja plagiada por inteiro da canção Row, row, row de Jerome e Monaco, composta em 1912. Coisas do esporte antes do VAR….

E, já que estamos no exterior, não custa lembrar daqueles bravos viajantes que, segundo Haroldo Lobo e Nássara, atravessaram o deserto de Saara rezando para que Alá mandasse água pro ioiô e pra iaiá. Mas minha favorita, da autoria de Alberto Ribeiro e João de Barro, conta a história do assustado cidadão que foi às touradas em Madri e lá encontrou uma espanhola natural da Catalunha que queria que ele tocasse castanhola e pegasse touro à unha. E o inesquecível, meninos, é que ouvi essa marcha cantada no velho Maraca por 152 mil pessoas eufóricas no dia 13 de julho de 1950: semifinal da Copa do Mundo, Brasil 6 (dois de Ademir, dois de Chico, um de Jair da Rosa Pinto e outro de Zizinho), Espanha até então invicta 1. Para tim bum, bum, bum! Para tim bum, bum, bum!. Porém, apenas três dias depois, o Uruguai fez chorar o país ao som da marcha fúnebre regida por Obdulio Varela.

Outra paixão do carioca, a política, não tem grande presença no gênero. É verdade que não terá sido muito encorajador o fato de que Freire Júnior e Luiz Nunes Sampaio acabaram na prisão por terem feito uma marchinha, em 1921, gozando o Seu Mé, apelido de Arthur Bernardes. Exceção notável é aquela em que Francisco Alves instruiu todo mundo a pôr o retrato do velho outra vez no mesmo lugar quando, em 1950, Getúlio voltou ao Catete, agora eleito democraticamente. Ao que se diz, o ex-caudilho não gostou nada de ser chamado de velho, muito possivelmente porque à época ainda dava seus sassaricos com Virginia Lane, a quem concedera o título de “Vedete do Brasil”. E isso tudo sem ser um assombro na porta da Colombo.

Há muitos foliões que, contrariando as leis da natureza, conseguem pular três dias de cara limpa. Mas o grande combustível do carnaval para o resto dos mortais já foi objeto de grandes homenagens. Talvez a mais famosa seja aquela em que didaticamente se explica que cachaça não é água não, composta em 1946 por um senhor chamado Marinósio, que nem era do Rio, e alguns anos mais tarde apropriada por um trio local. Deu rolo na Justiça, mas isso não impediu que em 1956 já se festejasse a turma do funil, sem dúvida composta por aqueles bem-aventurados que bebem, mas (pensam eles) nunca ficam tontos. Sem falar nos que cambaleiam, quase caem e dizem que pisaram numa casca de banana embora a turma de lá de trás não perdoe e proclame, na bela voz de Carmen Costa, que tem nego bebo aí. O importante é que, mais de meio século depois, ainda se saiba que as águas vão rolar e garrafa cheia é coisa que não deve sobrar. E, como quem sabe, sabe, boêmio sabe beber, mas também tem querer.

E há aquelas composições que contam verdadeiras histórias, como a do grão de areia que se apaixona por uma estrela ou do pirata da perna de pau, do olho de vidro e da cara de mau cuja galera, segundo Braguinha, só tinha garotas na guarnição. E a piada de salão, do Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, em que um gago entra num botequim buscando desesperadamente a pausa que refresca mas, por azar, encontra um gerente que era outro gago bem ruim e… chi, trá rá rá rá rá rá rá.

Outras falavam das agruras do carioca, que por sinal continuam bem presentes. É o caso quando Emilinha, nos idos de 1951, pede que chova três dias sem parar porque em casa não tem água nem pra cozinhar. Paquito e Romeu Gentil dois anos antes já tinham feito outra célebre crônica social no lamento do cidadão que, ainda mais com quatro filhos, insiste em que ninguém lhe tire do lugar onde está morando. E não faltou nosso bem conhecido mendigo atrevido, na figura de Moacyr Franco, pedindo um dinheiro aí. Em contraste, na outra extremidade da escala social, Blecaute em 1952 retratou a Maria Candelária, aquela alta funcionária que tinha caído de paraquedas na letra O (nosso DAS 6 de hoje) e trabalhava de fazer dó!.

Fechando com chave de ouro essa parada de sucessos, lá vêm as inumeráveis marchinhas que melhor retrataram a picardia (sem trocadilho, por favor) do carioca, o espírito galhofeiro que é a essência mesma do carnaval e se reflete no duplo sentido das letras. Talvez a precursora seja o famoso pedido de chupeta feito por quem dizia querer mamar, tal como proclamou em 1937 Jararaca, que a compôs com o parceiro Vicente Paiva. No entanto, foi mais uma vez Carmen Miranda quem transformou a marchinha num sucesso global, pois “I want Mamma” veio a ser cantada até por Bing Crosby. Vinte anos depois, Braguinha alertou a menina, convidada para um programa no Joá, que fosse com jeito porque um dia a casa podia cair. Hoje, por aquelas bandas, continuam a cair edifícios, túneis e ciclovias, mas por motivos mais banais.

Em 1961, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira registraram o fato de que o índio, não gostando do colar esquisito que lhe ofereceu a mulher de um branco, viu presente mais bonito e declarou que o pau iria comer se lhe fosse negado o apito. Mostrando o outro lado da moeda, o casal Ruth Amaral e Manoel Ferreira levou Silvio Santos a declarar que a pipa do vovô não empinava mais. Minha modesta contribuição ao subgênero tem a ver com uma algazarra no galinheiro que, se não cessasse, me obrigaria a pôr o peru pra fora.

Já começam a soar os acordes de Cidade Maravilhosa, com os quais se encerram todas as manifestações do rei Momo. E, infelizmente, cabe reconhecer que esse glorioso artefato cultural, que é a marchinha carnavalesca, começou a perder seu brilho a partir da década de 1960, quando o rádio passa a ceder mais e mais espaço à televisão e se impõem novos padrões comerciais graças à predominância das novelas e dos programas humorísticos. Ao mesmo tempo, os desfiles das escolas de samba se tornam o destaque maior da festa carioca, encontrando em 1984 seu templo definitivo no Sambódromo e fazendo com que a indústria fonográfica abandonasse de vez as marchinhas em favor dos sambas-enredo.

Houve tentativas de fazer renascer o gênero como veículo de massas, destacando-se aí o concurso instituído pela Fundição Progresso, mas as marchinhas, que continuam a ser produzidas pelos teimosos amantes do gênero, não conseguem superar o âmbito dos blocos que abrigam seus compositores ou dos ouvintes que as procuram nas redes sociais. Por sorte, contudo, o extraordinário renascimento do carnaval de rua, que em certos casos reúne dezenas de milhares de foliões num único bloco, trouxe de volta os grandes clássicos que fiz desfilar ao longo dessas recordações enfeitadas de confete e serpentinas.

MÚSICAS CITADAS EM ORDEM DE APARIÇÃO NO TEXTO:

Ó abre alas – Chiquinha Gonzaga
Cidade maravilhosa – André Filho
Chiquita bacana – Alberto Ribeiro e João de Barro (Braguinha)
A água lava tudo – Paquito, Romeu Gentil e Jorge Gonçalves
Tai – Joubert de Carvalho
Pierrô apaixonado – Heitor dos Prazeres e Noel Rosa
Máscara negra – Zé Keti e Pereira Mattos
Ride palhaço – Lamartine Babo
Está chegando a hora – Henricão e Rubens Campos
Bandeira branca – Max Nunes e Laércio Alves
Aurora – Mário Lago, Roberto Roberti
As pastorinhas – Noel Rosa e Braguinha
A jardineira – Benedito Lacerda e Humberto Porto
Linda morena – Lamartine Babo
Linda lourinha – Braguinha
O teu cabelo não nega – Irmãos Valença e Lamartine Babo
A cabeleira do Zezé – João Roberto Kelly e Roberto Faissal
Maria sapatão – João Roberto Kelly
Nós os carecas – Arlindo M. Júnior e Roberto Roberti
Clube dos barrigudos – Haroldo Lobo e Cristóvão de Alencar
Hino do Fluminense – Lyrio Panicali e Lamartine Babo
Hino do América – William Jerome, Jimmie V. Monaco e Lamartine Babo
Allah-lá-ô – Haroldo Lobo e Nássara
Touradas em Madri – Braguinha e Alberto Ribeiro
Ai seu Mé – Freire Júnior e Luiz Nunes Sampaio
Bota o retrato do velho outra vez – Haroldo Lobo e Marino Pinto
Sassaricando – Luís Antônio e Jota Júnior
Cachaça – Marinósio Trigueiros Filho e Lúcio de Castro / Heber Lobato e Mirabeau Pinheiro
Tem nego bebo aí – Mirabeau e Airton Amorim
Saca-rolha – Zé da Zilda, Zilda do Zé e Waldir Machado
Quem sabe, sabe – Jota Sandoval e Carvalhinho
Estrela do mar – Marino Pinto e Paulo Soledade
Pirata da perna de pau – Braguinha
Piada de salão – Klécius Caldas e Armando Cavalcante
Tomara que chova – Paquito e Romeu Gentil
Daqui não saio – Paquito e Romeu Gentil
Me dá um dinheiro aí – Moacyr Franco
Maria Candelária – Klécius Caldas e Armando Cavalcante
Mamãe eu quero – Vicente Paiva e Jararaca
Com jeito vai – Braguinha
Índio quer apito – Haroldo Lobo e Milton de Oliveira
A pipa do vovô – Ruth Amaral e Manoel Ferreira
Algazarra no galinheiro – Jorio Dauster

As opiniões do autor nem sempre refletem uma posicão consensual da diretoria ou conselhos do Atlantico.

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