Economia: ninguém faz milagres!

O ministro da Economia, Paulo Guedes e Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
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Temos aqui os principais indicadores econômicos do 1º ano do Governo Bolsonaro. São todos medíocres. Após 14 anos de estragos feitos na economia brasileira, pelas administrações petistas, nenhum governo consegue reverter a situação à curto prazo.

O presidente Bolsonaro assumiu o governo com um forte discurso de realizar reformas e retomar do crescimento econômico. Contudo, as estatísticas de 2019 demonstram que a economia segue com dificuldades e muito pouco dinamismo. Isso porque, apesar de algumas medidas pontuais importantes, temos a ausência de um conjunto de iniciativas esperadas do executivo desde o dia da posse.

Reformas absolutamente essenciais, para que a economia
destrave e comece a produzir resultados. Entre essas, está a Reforma Tributária
que, pelas atitudes e discursos do ministro da economia, parece não ser
prioritária.

Ora, para um economista de formação liberal e conhecedor das mazelas brasileiras, isso é lamentável. O ministro Paulo Guedes, sabe perfeitamente, que o Estado brasileiro é o verdadeiro parasita sugando a Nação produtiva! E o faz, desmesuradamente, há mais de 40 anos. A transferência de renda das famílias e das empresas para um Estado gigantesco, improdutivo e perdulário, é a essência do mal. Nisso o ministro está correto. Mas, ele está esperando o que? Que o Congresso, com seu comprometedor histórico, por sua iniciativa, aprove uma reforma sadia? Pelo amor de Deus, ministro! Veja as propostas que estão tramitando lá. A PEC 45 na Câmara e a PEC 110, no Senado. Se forem aprovadas, como estão, conseguiremos a proeza de PIORAR o que já é MUITO ruim…

Mas temos a proposta do Atlântico – que é uma verdadeira proposta de Reforma Tributária – simplifica; desonera; e cria competitividade. Além de criar, ineditamente, a repartição dos tributos aos entes federados, através do ONDA (veja aqui).

2019 em números

A prévia do PIB (índice IBC-Br, publicado pelo Banco Central) indica que houve um crescimento do PIB de 0,89% em 2019. Se confirmado, pois o IBGE irá publicar a estatística definitiva apenas em março, a economia sequer terá atingido a metade do crescimento previsto para o ano (2%). Como a população cresceu 0,79% no período, praticamente não houve crescimento real. O setor com pior desempenho foi o da Indústria, com uma queda de 1,1% no ano, segundo o IBGE. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o faturamento do setor caiu 0,8%.

A balança comercial teve resultado positivo, porém 19,6%
menor do que em 2018. Foi também o menor resultado em quatro anos. Isto ocorreu
apesar da forte elevação do dólar no ano, que atingiu R$ 4,21 – um crescimento
de 8,74%. Houve ainda uma saída volumosa de dólares: US$ 44,7 milhões, a maior
em 38 anos.

A inflação acumulada em 2019 ficou em 4,31%, acima do centro
da meta e a maior variação desde 2016. Entre os principais itens que
impulsionaram a inflação no período estão a carne, que teve alta de 32%, e os
combustíveis. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP), a gasolina ficou 5% mais cara, passando para R$ 4,55 em
média, frente ao valor de R$ 4,34 em 2018. O etanol teve um aumento de 11,5%,
saltando de R$ 2,83 para R$ 3,15.

Administração pública

A crise nas contas públicas continuou em 2019, com um
déficit primário de R$ 61,9 bilhões, equivalente a 0,85% do PIB. O resultado é
o melhor em 5 anos, embora ainda seja negativo, e foi favorecido pelos leilões
do petróleo, chamados de cessão onerosa, que geraram receitas de R$ 23,7 bilhões.
A dívida bruta do setor público, por sua vez, atingiu 75,8% do PIB ou R$ 5,5
trilhões no final de 2019. Tudo isto apesar do aumento da arrecadação dos
impostos, que foi maior do que em 2018 em R$ 200 bilhões, segundo a Associação
Comercial de São Paulo.

Já o investimento público caiu no primeiro trimestre de 2019, atingindo o menor nível em 50 anos, segundo o Ibre-FGV. A taxa é inferior a taxa média global e menos da metade dos demais países emergentes.

Como resultado, observou-se um agravamento da desigualdade
social no país. A renda da metade mais pobre da população caiu 17,1% e a renda
dos 1% mais ricos subiu 10,11%. Enquanto a renda da classe média teve queda de
4,16%. A taxa média de desemprego em 2019 apresentou uma ligeira queda,
atingindo 11,9% ante 12,3% em 2018. Entretanto, a informalidade teve aumento
recorde, atingindo 41,1% do mercado de trabalho, o que representa um
contingente médio de 38,4 milhões de trabalhadores informais.

O endividamento das famílias em dezembro de 2019 é o maior
desde janeiro de 2010, atingindo 65,6% do total, segundo a Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Uma pesquisa da
Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao
Crédito (SPC Brasil) indica que a inadimplência também aumentou, atingindo 61,3
milhões de brasileiros ou quase 39% da população adulta. As micro e pequenas
empresas também estão mais endividadas, com 5,4 milhões de negócios
inadimplentes, representando uma alta de 6,9% em relação ao ano anterior.

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